segunda-feira, 25 de abril de 2016

Brasil-Argentina-Bolivia-Chile-Argentina-Brasil.

Não lembro muito bem qual foi a ultima postagem, mas vamos postar novamente, agora com a primeira viagem de muitas se Deus deixar. Foi uma viagem de 8000km passando pela Argentina,Bolivia e Chile esse ultimo muito rápido, apenas uma noite na verdade mas com certeza voltarei. Segue um breve relato seguido de imagens.




























































A viagem:
Foi fantástica a Bolivia tem paisagens deslumbrantes, lugar lindo mesmo e com varias opcões de passeios no nosso caso foi: montanha chacaltaya,estrada da morte e salar uyuni, twianaku,laguna colorada,laguna verde,praça murillo,evo morales(opa), sinto não ter conhecido o museu da coca, mas acreditem tem muiiiiito mais lugares para ir,so achei dois incovenientes na Bolivia, La Paz e o povo boliviano que parece fazer tudo para que o turista não volte. Povo mal humorado, chato, sem vontade de atender o turista, sem um sorriso no rosto, enfim horrivel.
A argentina é aquilo que todos conhecemos, um pais agradavel, tirando o chaco. Um povo que nos trata relativamente bem, sem problemas. 
O chile não sei passei batido por causa dos valores a serem pagos lá. Tudo carríssimo demais, paguei em são Pedro de atacama 27 reais por uma latinha de cerveja. Passei apenas uma noite e vazei. Para ir a são Pedro de atacama precisa ser uma viajem com destino a apenas lá e com grana programada, como estavamos no final da viajem não foi possivel fazer os famosos passeios portanto deixei para voltar lá provavelmente com a esposa pois é um lugar com muito charme para fazer um H com elas.
Na bolivia achei os valores bem acessiveis sem sustos, pagava em média de 80 a 120(100 bolivianos= 25 reais) bolivianos um Hostel, barraca la é complicado pois eles não costumam fornecer campping, vi turistas em Tupiza acampados nas praças centrais sem qualquer infraestrutura, coisa de gringo. Alias infraestrutura na Bolivia para viajante é precarríssimo. O padrão de hospedagem dos bolivianos é muito abaixo do que conhecemos. Nos hostels não fornecem nada na maioria dos lugares nem aquele cafezinho simplório que você receberá em montevideo por exemplo. Ou seja a Bolivia para viajar com esposas é muito complicado, a não ser que você vá com grana para ficar em hotéis realmente boms, o que é dificil encontrar.
Altitude: Realmente é um incoveniente, das oito pessoas 3 tiveram problemas mais nenhuma foi para hospital, fica sempre aquela dorzinha de cabeça. A saida é folha de coca na boca o tempo todo e uma pilula da altitude que custa 4,5 bolivianos cada. O chá de coca tb ajuda muito e foi o que nos salvou quando precisamos dormir no deserto a 4000 m.
Problemas: Tivemos um acidente em oruro onde dois colegas se chocaram, uma lastima ali acabou a viagem para 6 pessoas, 4 do carro que estava conosco e dois pilotos, um verdadeiro acidente com um dos integrantes tendo tíbia e Perônio quebrados sendo operado no hospital da cidade o outro rapaz com apenas luxações no braço e perna. Duas motos quebradas e apreendidas pela policia e um indiciado com policiais na porta do quarto. Foram 3 dias para conseguir liberar o indiciado.
Seguro viagem: Essa foi a parte mais absurda da viagem. O colega que quebrou a perna havia feito o seguro viagem e quando foi utilizar tentaram ludibria-lo de todas a maneiras, foram 3 dias de bate boca por telefone para que conseguisse utilizar a porcaria. Graças ao médico que assumiu as negociações, acabou tudo certinho. Porem não aceitaram de maneira alguma que o rapaz fizessem a cirurgia no Brasil, não queriam pagar o trasporte de avião enfiam tudo foi feito com muita discussão e ameaças de processo. Ele tb havia pago a companhia telefonica um diferencial na sua linha telefonica para poder utilizar o mesmo fora do Brasil porem nunca conseguiu. Todas as ligações para a seguradora e corretor foram pagas. Fica a dica leiam as entrelinhas do contrato de seguro viagem e discutam muito com a pessoa que esta lhe vendendo o mesmo.
Enfim tudo acabou bem, o rapaz ja esta em Gravatai e passa bem, sua moto e a gs continuam na bolivia e deve retornar semana que vem.
Tivemos tb uma baixa em uma transalp com problema na embreagem dentro do deserto no parque da laguna colorada esse problema tb foi bastante complicado de resolver pois é um local onde não ha absolutamente nada com muita sorte e paciencia do proprietário da moto tudo acabou bem e ele tb ja encontra-se em Esteio com sua moto funcionando ok.

Fica a dica: a não ser que sejam suicidas como o Buscapé(kkkkkkk) nunca façam esse trajeto entre salar uyuni e São Pedro de atacama por dentro do parque da laguna colorada, o risco de problema sério é muito alto. O pessoal de uruguainana que desenvolveu o roteiro da viagem não fazia ideia de que fosse tão inóspito. Acabamos passando a noite no deserto por necessidade da quebra da transalp, e acreditem é muito frio e se você ficar sem agua...........

As motos:
Pessoal vou dizer uma coisa pro ceis eu até acreditava que as teneres novas ainda tinha qualidade mas confesso a vocês que me surpreendi demais pois das motos que foram as tres teneres foram as unicas que não apresentaram nenhum problema durante toda viagem. Outra coisa que me chamou a atenção foi que absolutamente todas as motos que não tinha proteção nas pengalas voltaram com vazamento de óleo nas mesmas e as teneres por terem as sanfonas de proteção não tiveram esse problema. A tenere ainda tem o DNA. Na minha apenas um pisca trincado devido a uma queda no chakaltaia. Alias tomei tres quedas e na soma dos tres se não fosse o protetor de tanque da givi o estrago seria grande. Nenhum plastico quebrado( considere que coloquei borracha nos parafuso que os fixam e dupla face ao redor de toda carenagem plastica em contato com o tanque) não tive problema de acumulo de po ou areia na caixa de filtro, e foram 400 km de pó. Porem antes de sair de casa vedei a caixa do filto toda com silicone e em Copacabana coloquei graxa entre a tampa superior e o filtro.

Me surpreendeu demais tambem a garra da Falcon injetada que foi junto, a bichinha andou juntinho com todas motos(média geral de +- 115- 120) porem ela baixava óleo direto, no final do dia o proprietário completava, mas a motinho é muito guerreira e por ser muito leve levava vantagem sempre em várias situações como chegar no cume do chacaltaya por exemplo.

Gasolina:
Cara, nos tres paises ,sendo que não bolivia por estarmos em oito motos e um carro sempre conseguíamos um preço melhor. Para quem não sabe na Bolivia existe um valor para o boliviano e outro para o turista sendo respectivamente 6,7b e 8,6b pelo que me lembro. Em alguns postos não havia negociação então procuravamos outro. Pela manhã cedinho era sempre mais facil.

Carro de apoio:
No nosso caso o carro não era de apoio e sim uma familia viajando junto mas em dois casos ajudou muito pois um colega sentiu-se mal na altitude e passou para o carro enquanto o dono do carro passou a pilotar sua moto até que ele se recuperas-se o que levou um dia inteiro. Mas no Geral o carro mais atrapalha do que ajuda pois sempre fica para trás. Se fosse carro de apoio seria diferente pois estaria sempre a frente.

A galera: Pessoal fantástico a maioria de Uruguaiana, faria tudo novamente.

A policia: Resumindo em 8000 km não tive absolutamente nenhum problema sequer porem o carro foi achacado duas vezes na bolivia.

As fonteiras: A entrada na Bolivia foi dolorosa pois fecharam a duana as seis da manhã para entrada do Dakar e so abriram a tardinha para os turistas e bolivianos e quando abriram foi uma loucura. Muita confusão, muita fila, muito erro. Um tendel.

O Dakar:
Falar o que, andamos lado a lado com os caras em deslocamento conversamos com pilotos que encontramos no caminho com carros quebrados ajudei em manutenção na moto de um alemão, passamos uma tarde inteira sentados tomando cerveja e fotografando motos ,carros, caminhões, apoio. Conversamos com o Jean Azevedo na largada das motos. Entramos em carros de competição. Assistimos a competição em Pumamarca. Conhecemos pessoas de todos os lugares do mundo. Emfim uma experiência ímpar.
Infelizmente havia um comentário forte de que seria o ultimo Dakar na América latina, espero que não..

Resumindo pessoal é simplesmente impossível transmitir uma experiência dessas com palavras quem ja fez sabe. Achei que quando chegasse ficaria meses sem vontade de pegar na moto, pois hoje já sairia para outra mas acho que só em 2018 e a carreteira austral é forte pretendente. Um grande abraço a todos e aqueles que desejarem fazer um trajeto parecido estou a disposição para ajudar no que puder.